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UNIÃO DE FREGUESIAS DE CUROPOS / VALE DE JANEIRO

CUROPOS - VALPAÇO - PALAS

ARTESANATO

Nenhuma senhorita que se prezasse podia casar sem um abastado enxoval, geralmente constituído por lençóis, toalhas, colchas e cobertas. Estas últimas, feitas à mão pelas senhoras da freguesia, assumiam-se e continuam a assumir-se, pelo material, algodão, e pela própria estética, como um reflexo da conjuntura local.

TRADIÇÕES

A criatividade surge nos jogos populares como uma peça fundamental e até mesmo uma necessidade, no sentido de aproveitar o tempo livre e distribuí-lo de uma forma mais organizada e rentável. Uma característica que se revela, igualmente, na variedade de nomes e formas de um mesmo jogo, e também nos princípios que o regem, facto que se justifica pelas questões geográficas.

Um jogo, apesar de manter o objectivo inicial, tem sempre ramificações, mudando algumas regras em virtude da comunidade em que está inserido. Os jogos de Uva, praticados maioritariamente no Verão, não obstante a mesma designação, diferem, um pouco, dos de outras freguesias do mesmo concelho, senão veja-se:

Jogo do Fito

Num terreiro amplo e plano colocam-se em flancos opostos, a uma distância de 25 metros, dois tentos, mecos ou vintes. À frente de cada um, a cerca de 2,5 metros, desenha-se uma raia, que não pode ser pisada ou ultrapassada pelo jogador enquanto a malha não cair. As malhas são geralmente de pedra, podendo ser adaptadas, no que respeita à dimensão e peso, a cada jogador.

Os tentos podem ter qualquer tipo de secção, no entanto, a altura deve ser, no mínimo, duas vezes e meia a base onde assentam, de modo a serem bem visíveis. Se possível, devem ser pintados de uma cor que contraste com a terra. Os mecos são referenciados por um prego e colocados junto do mesmo. Se forem de tubo não devem ser colocados por cima.

O jogador que conseguir tombar o vinte arrecada seis pontos, mas se a pedra bater no vinte e este ao saltar der uma cambalhota também recebe quatro ou seis pontos, consoante ganhe ou não o ponto. O ponto é válido mesmo que o vinte fique direito. Quando forem atingidos os quarenta pontos por uma das equipas, termina o jogo e equipa vence.

Jogo da Raiola

Todos os participantes necessitam de ter, obrigatoriamente, duas moedas de 2 cêntimos para poder jogar. As moedas são depois atiradas para uma tábua, colocada a 2,5 metros de distância do local onde estão os jogadores. Todas as jogadas iniciam-se com três pontos, terminando o jogo aos trinta pontos, que corresponde a quinze de baixo e quinze de cima.

Uma equipa pode acrescentar três tentos à pontuação que tiver, quer antes de jogar, quer após uma jogada. Todavia, nenhuma das equipas pode aumentar a pontuação duas vezes seguidas. Caso uma moeda fique sobre a raia, a equipa em questão não pode aumentar a pontuação para que está a jogar, mas conquista dois pontos. A jogada não é considerada quando pelo menos uma moeda de cada equipa fica sobre a raia.

Quando uma equipa atinge os catorze pontos “de cima” está “à manda”. Nesta situação, jogam primeiro todos os jogadores desta equipa e só depois a adversária. Se a equipa em jogo manda jogar os da outra equipa, joga-se para mais seis tentos, caso contrário, recolhem as moedas e dão automaticamente dois tentos à equipa oponente.

Pelo menos uma vez por jogo é autorizada a cada equipa a mudança de raia ou de distância, desde que tenha menos pontos do que a equipa adversária e tenha já ultrapassado os quinze pontos. Cada jogo é composto por três partidas distintas. Ao todo cada equipa tem de superar cinco jornadas, findas as quais se apura a classificação final.

Jogo da Relha

Os quatro jogadores, número mínimo de participantes necessário à realização deste jogo, colocam-se sobre a raia, previamente desenhada no chão, e daí atiram a relha o mais longe possível. Cada jogador tem três oportunidades para lançar a relha por baixo, ou seja, por entre as pernas, vencendo aquele que alcançar pelas três vezes a maior distância.

As festas religiosas quebram o ritmo monocórdico da vida regular das pessoas das aldeias, um quotidiano ocupado pelas tarefas diárias e repleto de preocupações. Um tempo visto como irrecuperável, contrariamente ao que sucede com os períodos das festas, anualmente recobráveis, como acontece com a Festa de Santa Cruz, que decorre nos dias 3 de Maio e 14 de Setembro, em Uva; a Festa de Santa Marinha, padroeira da freguesia, realizada a 18 de Julho, em Uva; a Festa de São Brás, celebrada a 3 de Fevereiro, em Mora; a Festa de São Silvestre, num ritual que se cumpre todos os anos a 31 de Dezembro, em Mora; e a Festa do Menino Jesus, comemorada no dia 1 de Janeiro, em Vila Chã.

 


VALE DE JANEIRO - MAÇAIRA

 

VALE DE JANEIRO

Orago: - Nossa Senhora da Assunção

Actividades Económicas:

Agricultura, exploração florestal, cortiça e pequeno comércio.

Festas e Romarias:

Nossa Senhora da Saúde (último fim-de-semana de Agosto), Nossa Senha da Assunção(15 de Agosto) e São Justo (6 de Agosto)

São Vicente

Património Cultural e Edificado:

Igreja Paroquial, Capela de Nossa Senhora da Saúde e São Justo, moinho de águas e castro.

Outros locais de interesse Turístico:

Cerro de Nossa Senhora da Saúde e castro de Fragas Amarelas.

Gastronomia:

Presunto, Fumeiro, leitão, cabrito assado no forno, cozido à Portuguesa, folar da Páscoa, pudim de ovos, leite creme, arroz doce.

Artesanato:

Bordados e rendas:

Colectividades:

Associação de Caça e Pesca de Vale de Janeiro.

Curopos

N.º de Habitantes: 340

Área: 2156 ha

Densidade populacional: 
hab/Km2

Distância a Vinhais:  18 Km

INFO_CUROPOS

As Freguesias de Vinhais