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9- Santa Barbara

TRADIÇÕES

Nos dias 24 de Junho e 29 de Junho, ou seja dia de São Pedro e São João é costume a recolha de ervas medicinais, POR EXEMPLO:
O Pelicão é bom para a dor de estomago;
A cidreira é boa para dor de cabeça;
A “malvela” é boa para a dor de barriga;
Orégãos são bons para a constipação;
O Limonete é bom para o estomago
A Flor de carqueja é boa para o colesterol
A erva de São Roberto é boa para a dor de estomago;
A flor de esteva com as cinco chagas é boa para a dor de dentes;
A folha de Eucalipto é boa para a febre;
A flor do sabugueiro é boa para curar as pneumonias;
No entanto, as ervas medicinais, exigem uma técnica especial de secagem, , têm que ser sempre á sombra e num local seco, posteriormente guarda-se em frasquinhos num local escuro.
(Informação cedida pela Sr.ª Francisca Rosa Rodrigues de 75 anos)

 

JOGO DA PALMA

“Sentam-se todas as crianças, tapando uma os olhos. Outra, qualquer dá-lhe uma pancadinha. Abre os olhos e se descobrir quem lhe tocou vai ela substitui-la. É assim conforme vão adivinhando quem lhes tocou, vão-se substituindo umas às outras até se cansarem”.

(Informação cedida pela Sr.ª Emília Diegues de Espinhoso)


JOGO DA POMBA

Colocam-se as crianças num canto qualquer, que representa um pombal e as pombas.

Uma está de fora a representar o corvo. Quando as pombas saem do pombal, o corvo vai atrás delas, a primeira que agarrar dá-lhe três pancadas, ficando corvo também. Posteriormente as pombas recorrem de novo ao pombal. Assim que saírem, vão os dois corvos atrás delas até agarrarem outra. Logo que agarrem dou-lhe três pancadas, e assim sucessivamente até que ficam as pombas todas convertidas em corvo.

(Informação cedida pela Sr.ª Emília Diegues de Espinhoso)

 

ETNOGRAFIA

Lenda da fraga do “cagalhão”

Uma pastora andava com as cabras perto da fraga do “cagalhão”, encontrou um fio de ouro a sair da fraga. Pegou no fio e começou a doba-lo, já tinha um novelo grande quando reparou que as cabras andavam a fazer mal, nas vinhas. A pastora largou o novelo e foi virar as cabras. Quando regressou á fraga não encontrou o novelo, mas ouviu uma voz de dentro da fraga que lhe disse:

Novelarás, pastorinha novelarás que para o prejuízo tu ganharás.

Reza a lenda, que na fraga se podem encontrar duas arcas, uma com ouro, outra com “merda”. Se abrir a do ouro enriquece meio mundo, mas se abrir a que contém “merda” morre meio mundo com a peste.

Informação cedida pela Sr.ª Lúcia Augusta Rodrigues, Sr.ª Amália Canado Silva e pelo Sr.º Agripino Silva de Candedo.

 

Sexta-feira SANTA

Senhor Deus: Misericórdia!
Perdão oh meu Deus!
Perdão e Clemencia!
Perdão Indolência!
Perdão a dar-lhe perdão!
Senhora das Dores
Abençoada és!
Tens o teu Amado filho
Deitadinho a teus pés!
Senhor Deus, por vossa Mãe Maria!
Santíssima Misericórdia!

(Informação cedida pela Sr.ª Lúcia Augusta Rodrigues de Candedo)

 

Lendas de Frei Agostinho

1º Lenda

Encontrava-se nesta localidade Frei Agostinho quando foi construído um moinho no lugar de Olgas no rio Rabaçal. No Inverno este rio é muito caudaloso, o povo receava que as águas o levassem, pois a construção era bastante frágil.

Porém Frei Agostinho disse que não tivessem receio que as águas nunca conseguiriam arrastar consigo o moinho, mesmo quando nos invernos mais chuvosos, coberto pelas águas do rio rabaçal. Assim aconteceu, já lá vão centenas de anos após a sua construção e ele ainda continua em pé. (Informação cedida pela Sr.ª Emília Diegues de Espinhoso)

 

2ª Lenda

Um dia andava uma pastora no lugar do “Vilar” apascentando o rebanho. Estava com uma terrível dor de dentes que quase era impossível “aquedar” o gado. Passou Frei Agostinho e viu-a naquele desespero e disse-lhe:

Não chores mais, pastorinha! Eu vou ver se te alivio. Pôs-lhe a capa dele sobre os ombros e a pastora de repente adormece e dorme sossegadamente durante horas. O rebanho não se mudou do lugar, nem foi a fazer mal. Á noitinha a pastora acorda bem disposta e sem dores, ficou alegre por ver as suas ovelhinhas junto dela, sem terem perigo e sem terem ido fazer mal ás searas verdinhas que havia mesmo ao lado.

(Informação cedida pela Sr.ª Emília Diegues de Espinhoso)


3º Lenda

Outrora os Vinhedos de Espinhoso, situavam-se nas margens do rio Rabaçal, naquelas encostas. Era difícil tirar as uvas de lá. Um dia uma família fez a vindima e carregou o carro de bois de uvas. Ao dar uma curva no caminho o carro resvalou e saiu do caminho. O lavrador pôs mais uma junta de bois ao carro, mas tudo em vão… O carro cada vez resvalava mais, sujeito a ir ter às águas do rabaçal, com as duas juntas de bois. Frei Agostinho apareceu, encostou o ombro ao carro e de repente o carro voltou imediatamente ao caminho.

(Informação cedida pela Sr.ª Emília Diegues de Espinhoso)


Lenda da Fraga da Torre

Reza a lenda que na fraga da torre viveram lá os mouros e todas as manhãs as pessoas da aldeia viam as roupas estendidas brilhantes como oiro. Consta-se ainda que quando os pastores pastoreavam os seus rebanhso, junto da fraga viam as mouras a pentear os cabelos de oiro e outras a fiar com fios, rocas e fusos de oiro. Os pastores nunca conseguiram falar-lhe pois logo que se aproximavam elas escondiam-se.

Um dia um pastor mais teimoso, ficou mais tempo até anoitecer, muito silencioso, esperou até que uma linda mourinha saísse, esta sem dar conta da aproximação do pastor, sentou-se a olhar as estrelas. O pastor foi calmamente até junto dela, quando o viu não fugiu e começaram a conversar. O pastor todas as noites ia á fraga visitar a sua amiga até que um dia se apaixonaram, casaram e viveram felizes para sempre.

(Informação cedida pela Sr.ª Emília Diegues de Espinhoso)


Fraga dos mouros

Na aldeia de Candedo, consta-se que na fraga dos “mouros”, outrora apareceu uma donzela muito bonita a pentear-se com um pente de ouro. Passou um pastor e pediu-lhe um beijo, ela disse-lhe que sim, mas na figura que ela aparecesse, porém ela apareceu na figura de uma cobra, ele assustou-se, não lhe deu o beijo e ela disse-lhe:

- Se não me tivesses medo desencantavas-me e seriamos felizes toda a vida assim rastejarei toda a vida.


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