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As opiniões sobre a origem do topónimo dividem-se, embora a mais credível seja a apresentada por Almeida Fernandes, uma das grandes autoridades portuguesas em questões de toponímia e etimologia. Segundo este estudioso, a palavra ossos está relacionada com a forma arcaica “osso”, sinónimo de “usso” (do latim ursu). Durante o período de estabelecimento de “villar” (século IX — X), esta forma era frequentemente utilizada para designar um local selvagem povoado por ursos.

Mas, este autor expõe outras teses relativas à toponímica da freguesia. Assim, na sua perspectiva, Zido alude ao antigo nome Uzido, cuja origem e sentido permanecem uma incógnita. Laragelhos, por seu turno, possui um diminutivo medieval, o sufixo “elho”, estando associado, este nome, a esculturas rupestres, a locais destinados à trituração de frutos ou a altares pagãos. Este termo mantém também uma forte ligação com a existência, naquele lugar, de lagares romanos.

O orago desta freguesia é São Cipriano. Thascius Cecilianus Cyprianus nasceu em África, por volta do ano de 200. Apesar de ter sido professor, foi como advogado que se evidenciou, essencialmente pelo modo eloquente como defendia os seus pontos de vista nos tribunais. É ainda na condição de advogado que Caecilius, um velho sacerdote, o converte ao cristianismo, tornando-se num renomeado especialista em textos bíblicos.

Em 248, tornou-se bispo de Cartago, mas pouco tempo depois viu-se obrigado a escapar da perseguição de que estavam a ser alvos os cristãos radicados neste país. Alguns decidiram mesmo renunciar à sua fé para se salvarem, embora Novatus, um eclesiástico cartaginense, tivesse apresentado uma grande dificuldade à renúncia dos “lapsis”, nome pelo qual estes eram conhecidos.

Cipriano ainda conseguiu reunir um concílio em Cartago, em 251, e nele apresentou o seu grande trabalho: "De Catholicae Ecclesiase Unitate". No ano seguinte, a cidade foi atingida por uma praga. Não obstante a ajuda que prestaram às vítimas da epidemia, os cristãos passaram a ser odiados pela população. Para os consolar, escreveu a obra “De Mortalite”.

Apresentou-se, pouco depois, como um dos grandes opositores à política de baptismo do papa Esteves, ao qual escreveu uma carta onde expôs a necessidade de rebaptizar os cristãos. Entretanto, surge a público um decreto imperial, assinado pelo Imperador Valeriano (253—260), que proíbe os cristãos de se reunirem e prestarem os seus cultos.

Na sequência deste ofício, é preso e obrigado a participar nas cerimónias religiosas pagãs realizadas pelo Estado. Tendo-se recusado terminantemente a assistir a tais cultos, é exilado numa cidade, a 75 quilómetros de Cartago. Em 258, é julgado por Calerius Máximo, o procônsul que ordenou a sua decapitação para o dia 14 de Setembro. O livro “Actos do Martírio" descreve, com bastantes detalhes, a explanação da sentença.

São Cipriano teve um papel relevante na Igreja Católica Ocidental, tendo sido um dos pioneiros da literatura latino-cristã. As suas obras são detentoras de um invulgar zelo pastoral, exposto em inteligentes decisões. Entre os mais importantes tratados que redigiu encontram-se: "De Catholicae Ecclesiase Unitate", "De Lapsis" e "Ad Quirinam", uma compilação de textos bíblicos. Obras que fizeram dele um vulto da religião católica. Um homem que tinha como máxima:

"Não podes ter Deus como teu pai se não tiveres a Igreja como tua mãe." 

(Textos fornecidos pela Junta de Freguesia de Vilar de Ossos)

brasao

N.º de Habitantes: 431

Área:  1635 ha

Densidade populacional: 
hab/Km2

Distância a Vinhais: 7 km

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As Freguesias de Vinhais